II São AniVesPaulo.
Vespasseio 25 Janeiro 2010
O tema desses 456 anos são os caminhos de uma outra revolução, que foi além das lendas de heróis locais, e que de fato tirara o Brasil do atraso. Durante o final do século XIX e início do XX, a imigração (italiana, espanhola, portuguesa, alemã, búlgara, dentre outras etnias) acelerara o processo de industrialização e urbanização a um nível jamais imaginado. Junto com as fábricas, malocas e vilarejos eram erguidos ao redor para abrigar seus trabalhadores, que anos depois travariam sangrentas lutas de classes. Dentre os chamados bairros operários, a Mooca tivera nisso tudo uma grande importância, senão a maior, devido, entre outras coisas, à forte concentração de anarquistas, comunistas e rebeldes, italianos e espanhóis em sua maioria. As características do bairro já não são as mesmas, mas de qualquer forma, ainda se vê nele uma das expressões mais clássicas da nossa cidade.
Mooca nasceu junto com a cidade de São Paulo, tem 454 anos e antes do povoamento europeu ele assentava a maior concentração indígena do Estado. Segundo uma pesquisa do “Jornal da Tarde”, hoje em dia, esse é o bairro que mais tem a cara de São Paulo.






Eu arranjei o meu dinheiro.
Trabalhando o ano inteiro.
Numa cerâmica fabricando pote.
E lá no alto da Mooca eu comprei um lindo lote.
10 de frente e 10 de fundos.
E construí minha maloca.
(Adoniran Barbosa, Abrigo de vagabundo.)